O filho eterno

Quando me deparei com esse filme disponível no catálogo da Netflix não tive dúvidas. Precisava ver.

O drama nacional é uma adaptação do livro do Cristovão Tezza, e tem como protagonistas Marcos Veras (Roberto) e Débora Falabella (Claudia), um casal que concebe um bebê com Síndrome de Down, no início dos anos 80.

Nas primeiras cenas a gente percebe um jovem casal feliz com a espera de um bebê. Até que Fabrício nasce com mongolismo (termo errôneo, mas usado pelos médicos naquela época). É aí que a trajetória de Roberto ganha luz, mas nem por isso Claudia é ofuscada em toda a sua resignação em lidar com trabalho, maternidade e casamento.

Enquanto Claudia ganha um filho, Beto vê apenas um problema a ser resolvido de forma mais rápida para voltar logo à sua vida ‘normal’. Começa uma série de tratamentos e estudos para acelerar o desenvolvimento da criança e ao ver que não tem os resultados, começa mais uma etapa após a negação, a fuga.

As 3 Copas do Mundo servem como pano de fundo para entendermos a passagem de tempo na vida de Fabrício e as mudanças na vida do casal.

Um filme bastante realista do ponto de vista de alguém que não aceita uma criança fora do planejado. Não quer ficar, mas também não sabe para onde ir.

O diretor diretor Paulo Machline lança inegavelmente um olhar sobre a questão da aceitação e do quanto forçamos pessoas diferentes a serem iguais (até quando?).

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