Trilogia Baztán: cativante obra espanhola de suspense policial e magia

Na última semana eu ouvi – pela primeira vez – falar sobre a trilogia Baztán. Procurei e vi que os três filmes já estavam disponíveis na Netflix, então não sofri o drama que é esperar que cada um entre no catálogo.

Vou explicar de um por, o primeiro é o ‘O Guardião Invisível’ (2017), o segundo é ‘Legado dos Ossos’ e para fechar a sequência de suspense temos ‘Oferenda à tempestade’. A produção é originária da Espanha e baseada na obra da autora Dolores Redondo, que foi publicada originalmente em 2014.

Devo dizer que a trilogia teve mais de 1 milhão de livros vendidos e ao ser adaptada para o audiovisual se tornou um thriller cativante que prende o espectador por pelo menos seis horas!

A trama conta inicia quando a polícia encontra o corpo de uma adolescente às margens do rio Baztán, num vilarejo em Navarra, na Espanha. Para desvendar o caso a investigadora de Pamplona,  Amaia Salazar (Marta Etura), precisa voltar à sua terra natal, uma região da qual sempre tentou fugir por traumas que ainda a atormentam.

O vilarejo é tomado por crenças católicas, pagãs e feitiçaria. Conforme a investigação avança, a trama vai relevando não somente o aparecimento de novos corpos, como também vamos conhecendo o passado obscuro da investigadora e nos dividindo em memórias de terros e ritos clandestinos em um místico vale onde as vítimas são são abandonadas pelo serial killer.

A obra dirigida por Fernando González Molina é ambientada em vale místico, um povoado misterioso, local em que constantemente chove e está sempre nublado. A maior parte das cenas se passa em ambientes fechados ou à noite. O filme possui uma paleta predominantemente fria para evocar ainda mais o drama, medo e suspense, mas usa também as nuances de amarelo para mostrar a diferença na linha temporal de passado e futuro ou ainda, para mostrar o avanço e força da detetive quando está sob a luz do dia com sua equipe.

O GUARDIÃO INVISÍVEL

Este é o primeiro filme. Nosso primeiro encontro com Amaia acontece aqui. A sinopse resumida diz que “Ao voltar para sua cidade natal em busca de um assassino, uma policial é forçada a encarar seus próprios demônios do passado”.

É nesse filme que aparece o primeiro corpo às margens do rio Baztán e força Amaia a deixar o noivo, seus planos de ser mãe (pouco desenvolvidos na trama), assumir o caso e voltar para Navarra, na Espanha.

Acompanhamos uma inspetora corajosa, embora cheia de traumas e descobrimos seus primeiros sofrimentos ainda na infância, além da relação conturbada que mantém com os familiares e vizinhos que moram no local.

A trama é construída em um cenário cheio de folclore, crenças ao redor de um vale místico com floresta fechada, onde constantemente chove e dificulta ainda mais as buscas por qualquer pessoa.

Parte da busca é concluída, mas já estamos imersos em um novo e misterioso caso…

O LEGADO DOS OSSOS

Diferentemente da excitação do público que levantou a aprovação do primeiro filme para 93%, este obteve apenas 78% (até então). Ele chegou em abril de 2020 na Netflix e continua a investigação de um caso ainda ligado aos monstros do passado de Amaia.

A primeira cena nos leva até 1611, em Navarra, para lembrarmos que foi um período de inquisição das bruxas, entretanto, elas e seus ritos diabólicos parecem não ter ficados naquele tempo. Agora a inspetora Amaia tem um bebê e já está fora de Navarra quando é chamada para uma nova investigação, alguém está assassinando vítimas, decepando um dos braços e deixando como recado apenas a palavra Tarttalo.

Em uma sequência de coincidências difíceis de aceitar que a fazem estar sempre no momento certo e no centro da questão, parece forçoso acreditar e dificulta a aceitação do público, mas permanece interessante pela teia de acontecimentos que nos deixam intrigados. Aqui voltamos ao passado sombrio da Igreja Católica, o filme também mergulha no universo da bruxaria, cartomancia e Opus Dei.

OFERENDA À TEMPESTADE

Chegamos ao filme que fecha a trilogia.

Amaia começa a sentir muitos problemas em executar seu trabalho e dar atenção ao marido, James (Benn Northover) – que nunca apareceu muito, e seu bebê. Sua dedicação ao trabalho começa a fragmentar seu casamento.

Mas é o desejo desenfreado de provar que a mãe está viva e de proteger seu filho de um possível ataque dela é o que a move a continuar sua investigação nesse capítulo final.

É nesse filme que Amaia recebe entende as motivações de sua mãe, os fatos estranhos ao seu redor e a loucura que acomete algumas pessoas na sua cidade os transformando em assassinos ou suicidas.

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