diários de intercâmbio

Diários de intercâmbio chegou ao catálogo da Netflix com aquela proposta de ser um filme leve, colorido, jovem e claro, cheio de alfinetadas em brasileiros. Ele consegue – com vários percalços – entreter quem assiste e nos fazer rir em alguns momentos.

Na trama nós acompanhamos a Bárbara (Larissa Manoela), uma adolescente que trabalha com assinaturas de revistas de viagens e sonha um dia realizar uma viagem para fora do país (quem nunca?). Ela e amiga Taila (Thati Lopes) tem aquela típica vida de muito trabalho e poucas regalias (mais alguém?), enquanto ela é uma jovem mais sonhadora, Taila é idealista, odeia americanos, é vegana, toda cheia de consciência e responsabilidade ambiental.

O filme se divide em antes e durante a viagem. O desejo das jovens de ir embora aflora ainda mais quando uma delas começa a se relacionar com um comissário de bordo (a relação é mal desenvolvida e não os dois não conseguem gerar empatia), mas ao visto negado, Bárbara só fica com uma única saída, recorrer ao intercâmbio com a amiga para garantir o sonho de estudar inglês nos Estado Unidos e ver o quase namorado.

É a partir desse desenrolar, que acontece logo na primeira meia hora de filme, que começam as aventuras de amadurecimento pessoal, da amizade, dos amores… mostrando que o mundo dos sonhos é colorido, mas as conquistas são cansativas.

‘Diários de intercambista’ mostra que é possível sim realizar um sonho, mas que para isso é preciso fazer escolhas e elas nem sempre são fáceis e baratas, no caso de Bárbara, ela viajou sabendo que teria casa, comida e estudos pagos, mas pensou que apenas seria babá e chegando lá teve ainda teve que lavar, passar e cozinhar, uma realidade que não vivia quando morava junto com a mãe, no Brasil.

É um passeio também pela jornada cultural brasileira e americana, com a inserção dos hábitos alimentares regados a muito bacon, dos americanos e aquela pegada mais brasileira no colorido e músicas que ficam por conta da participação de Emanuelle Araújo, como a Zoraia, mãe do Lucas (Bruno Montaleone), par romântico de Bárbara na trama.

Não chega a ser muito divertido, nem muito romântico, nem muito aventureiro, é meio um aglomerado disso tudo. Também não chega a ser ruim, é apenas legal.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s